domingo, 13 de fevereiro de 2011

Cavalete para toros III



O cavalete fez sucesso na Cavaleira.
Abri a mala do carro e toca a tirar as tábuas para unir as peças todas, foi a primeira coisa que fiz no sábado de manhã. Com a emoção de querer montar tudo o mais depressa possível para ver o resultado final, nem estive atento à direcção das tábuas de abertura e montei ao contrário algumas peças.
Mesmo assim ficou aprovada a estrutura e houve até encomendas. Creio que os próximos vou fazer com 50cm. Os 90cms são bons para o corte de lenha com serra e até mesmo para a fase final da inoculação, quando é preciso selar os troncos, mas para furar estão demasiado altos. Durante a semana vou tentar fazer alguns dos baixos e mais um dos altos.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Cavalete para toros II

Fui às compras, na Rua do Almada no Porto, e já tenho o que faltava para acabar os cavaletes. Na listas de ingredientes a dobradiça era feita com um parafuso M1o de 60mm, isto significa na linguagem dos parafusos, "Métrico 10mm diâmetro - com 60mm de comprimento".
Cada conjunto de parafuso,anilhas e porcas custou 0.35c , um valor bem simpático sabendo que vou precisar de apenas 3 eixos por cavalete. Juntei ao conjunto uma porca auto-blocante (na foto a peça solta) esta porca fica presa na ponta do parafuso e permite uma ligeira folga no resto das peças, assim a abertura do cavalete é suave.


Sabendo que o parafuso é um M10 pensei em comprar uma broca de madeira 10.5mm e não de 10 como dizia na receita do José Mira. A diferença de meio milímetro no diâmetro do furo pode parecer pouco mas é o suficiente para o eixo ficar com a folga necessária junto da madeira e rodar solto. Vou levar as tábuas a granel para montar em Amarante, de outra forma não cabia no carro.
Vem aí mais um fim-de-semana fantástico, sejam felizes e façam alguém feliz!!!! :)

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Cavalete para toros

No sábado, quando estava na Cavaleira a furar os troncos para a inoculação, imaginei uma bancada de trabalho que pudesse ajudar a minimizar o esforço na manipulação dos toros. Para poder criar a linha de produção perfeita decidi solucionar primeiro algumas dificuldades que senti na 1ª fase do trabalho, a furação. Nesta fase os troncos não se podem mover, por isso andei à procura de um cavalete na internet e encontrei os planos detalhados de um para o corte de lenha.

O trabalho com preocupações ergonómicas é a chave para um trabalho de qualidade e sem esforço. Esta tarefa da inoculação não envolve serras eléctricas e outros aparelhos perigosos, mas este simples cavalete pode ajudar a minimizar riscos de acidentes por ser uma bancada de trabalho com a altura da nossa cinta.

Com as tábuas que estou a retirar de paletes que vão para o lixo, já comecei a fazer os cavaletes para o próximo sábado.
Tenho de agradecer ao José Mira pelo espectacular post que colocou no seu blog e pelas fotos que partilhou do cavalete em funcionamento.
Este cavalete é de fácil construção e pode ser fechado para fácil arrumo. Já tenho todas as tábuas cortadas, só e falta fazer as furações para os parafusos. Agora é que vai ser furar!! :)

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Os cogumelos da Cavaleira

Este sábado estivemos na Cavaleira a dar uma ajuda na inoculação para os cogumelos. A sensação foi a de uma pequena vindima, onde estávamos todos juntos a moer o cabedal com o espírito de amizade e união que já é habitual e não se consegue explicar. As 5 toneladas de toros foram a 1ª fase de um processo de produção que arrancou com a nosso contributo, um orgulho poder fazer parte do inicio de um grande projecto dos nossos amigos e vizinhos.

Montamos uma autentica linha de produção, uns de berbequim na mão, outros a martelar e no fim da linha pessoal na cera. :) No próximo fim-de-semana voltamos ao ataque!

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Líquene - Ramalina Farinacea


Mais um exemplar do nosso olival, desta vez um Ramalina Farinacea.
Como não sou especialista nesta matéria fico sempre em dúvida na catalogação destas espécies, existem imensas variedades como nos fungos. Neste caso fico muito na dúvida com o Alectoria Sarmentosa, mas como é muito mais comum por Portugal a família Ramalina fico por esse.
Em muito lado este líquen é identificado também por Barbas de Velho, fácil de perceber porquê. Estas "Barbas" têm bastante valor comercial e estão a ser produzidas em Espanha para o mercado da decoração . Se olharem para a foto podem ver no canto superior direito outro líquen junto da "Barba", o Parmotrema Chinense . Como são bons bioindicadores de poluição atmosférica, a presença destas espécies significam que o ar apresenta uma contaminação débil ou até mesmo nenhuma contaminação de dióxido de enxofre (SO2).

Se quiserem saber mais sobre os líquenes e aprender como podem ajudar a controlar focus de poluição não percam este documento da Ciência Viva:
Os Líquenes como Bioindicadores

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Limpeza do ribeiro

As cabritas no Verão quando vão à procura de verdes para roer, atiram-se para cima de tudo para chegarem a onde querem, causando alguns estragos nas leiras, nos muros e até em algumas plantações. Obviamente que não vamos impedir as cabras de fazerem o seu precioso trabalho, mas para o ano vamos ser mais cautelosos com as investidas nos muros e tentar salvaguardar possíveis derrocadas. A foto da Estrelinha, que tiramos no Verão, mostra exactamente o sítio que não limpamos das pedras e troncos. Com as primeiras chuvas as águas galgaram o leito e alagaram o solo da nossa leira maior, que é sustentada por um enorme muro de pedra. A infiltração estava a escoar parte da água pelo centro do muro fragilizando-o. O problema tinha rápido remédio com a "super-sachola cromada" e um par de luvas. :)

Calhou à Antónia a limpeza do ribeiro, uma tarefa que envolveu bastante esforço ao retirar alguns troncos e pedras. Este foi o resultado final da limpeza, um ribeiro onde a água não está a forçar os muros e a perder-se no solo. Para o ano já sabemos que temos de estar atentos a isto!

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

O Feitiço do Tempo

Amanhã é 2 de Fevereiro, um dia de festa para inúmeros cultos e países. Em Portugal demos o nome de Nossa Senhora das Candeias enquanto nos Estados Unidos e no Canadá lhe chamam O dia da Marmota (Groundhog Day) e os Romanos festejavam Ceres, a deusa mãe da terra e das colheitas.

Diz a cultura popular que, se as candeias sorrirem o Inverno está para ficar, se as candeias chorarem o Inverno está para partir. Noutras palavras, se amanhã estiver sol o Inverno está para ficar mais umas semanas, se amanhã chover teremos a Primavera mais cedo. Se estiverem interessados em mais detalhes passem os olhos no blog de astrologia de Maria Helena que explica este dia desde os tempos bíblicos.

Amanhã o dia é especial para mim porque o meu filme preferido é o Groundhog Day, o título em português O Feitiço do Tempo.
Se tiverem oportunidade de verem esta história romântica, vão ser marcados pelos pequenos momentos de filme que nos ensinam a viver o nosso precioso tempo de forma altruísta e acordar com a paixão diária de um novo dia pela frente.
Feliz dia 2 de Fevereiro para todos amanhã!!

sábado, 29 de janeiro de 2011

Miel Abella


Mais uma excelente embalagem de mel que quero fazer registo aqui no blog.
Miel Abella é produzido na Galiza e não é purificado nem filtrado. O produto é produzido e embalado de forma artesanal em três qualidade, mel com geleia real, pólen e própolis.
O vidro é italiano e produzido pela Bruni Glass, um corte perfeito que transparece a fluidez lenta e espessa do mel. Bravo!

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Poda nas oliveiras


Esta semana estive bastante ocupado e não tive tempo de actualizar o blog com as nossas actividades do fim-de-semana passado. Para além de termos limpo o ribeiro de troncos e pedras e plantado a feijoa, demos uma poda em algumas oliveiras para tentar reduzir a altura dos ramos no futuro. Mesmo de luvas consegui cortar-me por diversas vezes, comprei um serrote de poda com dentado japonês da Bellota e mesmo atento e focado no que estava a fazer lá arranjava maneira do serrote saltar para a mão. O serrote é mesmo muito bom, custou por volta dos 15€ e tem 3 linhas de dentes que facilita o corte de pequenos troncos, para alem disso trazia um suporte de cinto para arrumação ergonómica.

Demos um desbaste não muito agressivo, as oliveiras são muito grandes e precisam apenas de uma limpeza e cortes graduais.
Não imagiva que este processo de poda demorava tanto tempo, analisar as morfologias dos ramos e saber quais os ramos a cortar com a intenção de os baixar tomou bastante tempo. Consegui no sábado e no domingo acertar por alto 3 oliveiras e ficaram por limpar umas 4.


Esta é a altura ideal para a poda na oliveira (Janeiro) têm apenas de escolher um dia seco para não encharcar o corte e minimizar riscos de acidentes.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Açafrão Bravo

Crocus Serotinus Salisb ou para simplificar Pé-de-burro, estes são os vários nomes desta belíssima flor que encontrei nas Mogas no inicio do Outono e que ainda não tinha identificado. Provavelmente guardei esta flor na memória porque sou ligeiramente daltónico e na altura a cor do Açafrão sobressaía do cenário numa forma tão garrida que foi impossível passar indiferente.
Gosto destas plantas bravas, são frágeis tesouros que mostram como é possível existir em ambientes agrestes e selvagens com esplendor e beleza.

Tenho aprendido muito sobre esta temática com as visitas que faço ao blogue Dias com Árvores , foi lá que consegui encontrar estas fotos do Açafrão Selvagem, ou devo dizer Pé-de-burro.
Se pretendem identificar alguma flor ou planta brava que observaram numa caminhada
e têm dúvidas do que é, passem pelo Dias com Árvores e espantem-se com a imensidão de diversidade floral que nos rodeia e que por ignorância ou distracção nunca ligamos nenhuma.