sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Agroflorestas com Ernst Gotsch



O Sítio está a organizar dois workshops em Viseu com Ernst Gotsch sobre Agroflorestas.

- Iniciação 25 a 29 de Abril (250€) Programa
- Avançado 2 a 6 de Maio (250€) Programa

Para saberem o que é uma agrofloresta e conhecerem o trabalho do Ernest Gotsch no sul da Bahia, vejam este pequeno resumo do documentário “Neste Chão Tudo Dá” realizado por Felipe Passini.



quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Já plantámos a feijoa

Afinal não plantamos a feijoa junto da cerca a fazer de sebe, ficou junto do muro de entrada para o olival. Desta vez protegemos a planta com uma rede, vamos ver se vai sobreviver às investidas das cabras.
Cá em Portugal a feijoa (ou goiaba ananás) não tem expressão comercial, pouca gente deve ter provado este "Kiwi sem pêlo" com sabor muito adocicado cá pela nossa terra. Nós compramos e provámos a feijoa na entrada do viveiro. O fruto foi logo aprovado, delícia!!

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Salgueiro - Salix atrocinerea

"O salgueiro pega de estaca
O amieiro de raiz.
Não te gabes que me deixaste;
Fui eu que te não quis." Cancioneiro Popular

Na passada semana fui ao mercado do Bolhão comprar flores, quando sou abordado por uma senhora com um enorme balde de rama de salgueiros para vender: «Ó menino leve um raminho por 2€ que isto fica muito bonito seco». Sorri e comprei um ramo que me faz recordar os grandes passeios que fazia na minha infância, junto ao ribeiro da aldeia da minha avó. Nessa altura, em Bustelo da Lage (Cinfães), o meu tio levava-me a apanhar girinos com uma lata e junto das margens do ribeiro havia sempre ramos repletos de flores que pareciam mini-peluches. Lembro-me de trazer para casa pequenos ramos para brincar e que acabava por destruir de tanto apertar.
O salgueiro tem imensas variedades, mas esta é o salgueiro-preto e as suas esplendorosas flores antes de abrirem.

« No Minho o valentão usa chibata de salgueiro com que sacode a cabeça à guisa de janota de badine... », Camilo, Ecos Humorísticos

Guardei um pé em água para estacar nas Mogas junto do riacho, o resto do ramo meti num garrafão de vidro que o Gil me ofereceu. Voilá, a minha sala com toque de decor :)

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Ovo estrelado à Dia dos Namorados

Não há desculpa para quem só sabe estrelar um ovo :)
Só é preciso uma palhinha de plástico e seguir as instruções:
http://www.wikihow.com/Make-a-Heart-Shaped-Cutter-from-a-Plastic-Straw

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Cavalete para toros III



O cavalete fez sucesso na Cavaleira.
Abri a mala do carro e toca a tirar as tábuas para unir as peças todas, foi a primeira coisa que fiz no sábado de manhã. Com a emoção de querer montar tudo o mais depressa possível para ver o resultado final, nem estive atento à direcção das tábuas de abertura e montei ao contrário algumas peças.
Mesmo assim ficou aprovada a estrutura e houve até encomendas. Creio que os próximos vou fazer com 50cm. Os 90cms são bons para o corte de lenha com serra e até mesmo para a fase final da inoculação, quando é preciso selar os troncos, mas para furar estão demasiado altos. Durante a semana vou tentar fazer alguns dos baixos e mais um dos altos.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Cavalete para toros II

Fui às compras, na Rua do Almada no Porto, e já tenho o que faltava para acabar os cavaletes. Na listas de ingredientes a dobradiça era feita com um parafuso M1o de 60mm, isto significa na linguagem dos parafusos, "Métrico 10mm diâmetro - com 60mm de comprimento".
Cada conjunto de parafuso,anilhas e porcas custou 0.35c , um valor bem simpático sabendo que vou precisar de apenas 3 eixos por cavalete. Juntei ao conjunto uma porca auto-blocante (na foto a peça solta) esta porca fica presa na ponta do parafuso e permite uma ligeira folga no resto das peças, assim a abertura do cavalete é suave.


Sabendo que o parafuso é um M10 pensei em comprar uma broca de madeira 10.5mm e não de 10 como dizia na receita do José Mira. A diferença de meio milímetro no diâmetro do furo pode parecer pouco mas é o suficiente para o eixo ficar com a folga necessária junto da madeira e rodar solto. Vou levar as tábuas a granel para montar em Amarante, de outra forma não cabia no carro.
Vem aí mais um fim-de-semana fantástico, sejam felizes e façam alguém feliz!!!! :)

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Cavalete para toros

No sábado, quando estava na Cavaleira a furar os troncos para a inoculação, imaginei uma bancada de trabalho que pudesse ajudar a minimizar o esforço na manipulação dos toros. Para poder criar a linha de produção perfeita decidi solucionar primeiro algumas dificuldades que senti na 1ª fase do trabalho, a furação. Nesta fase os troncos não se podem mover, por isso andei à procura de um cavalete na internet e encontrei os planos detalhados de um para o corte de lenha.

O trabalho com preocupações ergonómicas é a chave para um trabalho de qualidade e sem esforço. Esta tarefa da inoculação não envolve serras eléctricas e outros aparelhos perigosos, mas este simples cavalete pode ajudar a minimizar riscos de acidentes por ser uma bancada de trabalho com a altura da nossa cinta.

Com as tábuas que estou a retirar de paletes que vão para o lixo, já comecei a fazer os cavaletes para o próximo sábado.
Tenho de agradecer ao José Mira pelo espectacular post que colocou no seu blog e pelas fotos que partilhou do cavalete em funcionamento.
Este cavalete é de fácil construção e pode ser fechado para fácil arrumo. Já tenho todas as tábuas cortadas, só e falta fazer as furações para os parafusos. Agora é que vai ser furar!! :)

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Os cogumelos da Cavaleira

Este sábado estivemos na Cavaleira a dar uma ajuda na inoculação para os cogumelos. A sensação foi a de uma pequena vindima, onde estávamos todos juntos a moer o cabedal com o espírito de amizade e união que já é habitual e não se consegue explicar. As 5 toneladas de toros foram a 1ª fase de um processo de produção que arrancou com a nosso contributo, um orgulho poder fazer parte do inicio de um grande projecto dos nossos amigos e vizinhos.

Montamos uma autentica linha de produção, uns de berbequim na mão, outros a martelar e no fim da linha pessoal na cera. :) No próximo fim-de-semana voltamos ao ataque!

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Líquene - Ramalina Farinacea


Mais um exemplar do nosso olival, desta vez um Ramalina Farinacea.
Como não sou especialista nesta matéria fico sempre em dúvida na catalogação destas espécies, existem imensas variedades como nos fungos. Neste caso fico muito na dúvida com o Alectoria Sarmentosa, mas como é muito mais comum por Portugal a família Ramalina fico por esse.
Em muito lado este líquen é identificado também por Barbas de Velho, fácil de perceber porquê. Estas "Barbas" têm bastante valor comercial e estão a ser produzidas em Espanha para o mercado da decoração . Se olharem para a foto podem ver no canto superior direito outro líquen junto da "Barba", o Parmotrema Chinense . Como são bons bioindicadores de poluição atmosférica, a presença destas espécies significam que o ar apresenta uma contaminação débil ou até mesmo nenhuma contaminação de dióxido de enxofre (SO2).

Se quiserem saber mais sobre os líquenes e aprender como podem ajudar a controlar focus de poluição não percam este documento da Ciência Viva:
Os Líquenes como Bioindicadores

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Limpeza do ribeiro

As cabritas no Verão quando vão à procura de verdes para roer, atiram-se para cima de tudo para chegarem a onde querem, causando alguns estragos nas leiras, nos muros e até em algumas plantações. Obviamente que não vamos impedir as cabras de fazerem o seu precioso trabalho, mas para o ano vamos ser mais cautelosos com as investidas nos muros e tentar salvaguardar possíveis derrocadas. A foto da Estrelinha, que tiramos no Verão, mostra exactamente o sítio que não limpamos das pedras e troncos. Com as primeiras chuvas as águas galgaram o leito e alagaram o solo da nossa leira maior, que é sustentada por um enorme muro de pedra. A infiltração estava a escoar parte da água pelo centro do muro fragilizando-o. O problema tinha rápido remédio com a "super-sachola cromada" e um par de luvas. :)

Calhou à Antónia a limpeza do ribeiro, uma tarefa que envolveu bastante esforço ao retirar alguns troncos e pedras. Este foi o resultado final da limpeza, um ribeiro onde a água não está a forçar os muros e a perder-se no solo. Para o ano já sabemos que temos de estar atentos a isto!