quarta-feira, 6 de abril de 2011

A horta do Esteves

Depois de ter feito um post no passado mês sobre "A horta na cama", o Rui Esteves (um seguidor entusiasta do nosso blog) enviou-nos algumas fotos da trasformação da sua horta. Um trabalho incrível de organização com uma estrutura de excelência para estufa. Como não consigo convencer o Rui Esteves a fazer a fazer um blog, deixo aqui as palavras e as fotos do artista:

Viva João,

Conforme tinha falado no seu blog envio em anexo fotos do antes e depois!

Para fazer este trabalho gastei mais de 200 lancis com 38 KG cada um e este foi o resultado final que ainda não acabou. Bom fim de semana.

Cumps


terça-feira, 5 de abril de 2011

A flor do marmeleiro



Isto de descobrir as flores dos frutos tem-se revelado delicioso! No ano passado, num dos passeios pelas Mogas com a mãe da Antónia, foram identificados dois marmeleiros. Ficamos atentos e com grande expectativa em relação aos marmelos que iam gerar, expectativas que saíram goradas pelos exemplares minúsculos e sarapintados que nasceram. Lá se foram os sonhos das malgas cheias de marmelada no beiral da janela solarenga. Eu, estava ao fundo da mesa, de babete e faca em riste, pronto para piratear aquele doce dos deuses. :)

Ficam aqui duas fotos do marmeleiro que refresquei com uma poda muito ligeira em Janeiro. Vamos ver se desta os marmelos nascem com outro vigor.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Abrir um poço legal é complicado


Querem fazer um poço no vosso terreno na legalidade e fazerem as coisas como deve ser?! Preparem-se para uma série de papeladas e perderem pelo menos uma manhã de trabalho...

Ontem fomos à Administração da Região Hidrográfica do Norte, no centro do Porto, fazer um Pedido de Licença de Utilização e Captação de Águas, nome técnico para abrir um poço. Os serviços só estão abertos das 9h às 12h30 e das 14h às 17h, e não se pode entregar os documentos por Internet.

As informações por telefone não foram muito rigorosas e quando chegamos ao local não tínhamos o impresso correcto preenchido e pediam os seguintes documentos e informações para a 1ª fase:

-Cópia do Bilhete de Identidade.
-Cópia do Cartão de Contribuinte.
-Título de propriedade dos terrenos ou, não sendo o proprietário, documento que confere o direito à sua utilização.
-Carta militar (1:25 000) e Coordenadas Hayford-Gauss militares em metros.
-Planta de enquadramento à escala 1:25 000 com a localização da pretensão.
-Planta de localização à escala adequada (por exemplo 1:1 000, 1:2 000, 1:5 000), google maps.
-Identificação da empresa que irá realizar a obra de pesquisa de água subterrânea e do projectista.
-Volume médio anual (m3) e Volume máximo mensal para o mês de maior consumo (m3)
- Estimativa da área a regar
.

Bem , mesmo possuindo ensino superior tivemos algumas dificuldades no preenchimento do formulário. Saí do local a questionar o porquê de tanta pergunta técnica num pedido de licença, serei obrigado a saber sobre estas temáticas para pedir uma licença de exploração de água no meu terreno? Será por isso que as pessoas se afastam da legalidade? Eu acho que sim...

quarta-feira, 30 de março de 2011

A casa

Como tenho andado muito atarefado não tenho tido tempo para actualizar o blogue com as últimas notícias. Hoje pensei em fazer registo da antiga casa do caseiro, que provavelmente será demolida parcialmente (ou na totalidade) no projecto da casa nova.

Na fotografia estou acompanhado pelo meu amigo de longa data João Moreira, o arquitecto que vai dar o risco nas Mogas. O João tem sido incansável nas visitas e nos conselhos sobre o posicionamento e localização da casa no terreno, também foi ele que fez o levantamento da casa existente num registo para a posteridade.

Uma casa pequena com forno, estacionamento para tractor e lojas para animais. Pequena mas muito robusta.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Limpar o Charco

Um trabalho da Antónia no passado fim-de-semana que ainda não está terminado.
As redes estão colocadas para os cavalos e as cabras não irem para dentro da água e têm funcionado na tarefa.

segunda-feira, 21 de março de 2011

A lua trouxe cabritinhos

Estavamos nós nas tarefas (podas e limpezas) pelas Mogas quando reparo que uma das cabras tinha acabado de parir 2 cabritinhos. Paramos tudo e lá fomos dar uma vista de olhos... Lindos!!!

Depois de enterrar a placenta e de tentar forçar uns dos cabritos a mamar, ainda houve tempo para deitar a mão ao anho com a ajuda da Micaela, uma ovelha com 15 dias e pesa como uma rocha, incrível!!
Cheira-me que a outra cabra prenha (uma sem cornos) vai ter hoje ou amanhã cabritos também.
Foi um domingo em grande!!

quarta-feira, 16 de março de 2011

Os ninhos nas árvores

Lá estão eles, em choupos velhos que seguram as vinhas em forcado. Vou rondar os ninhos nas próximas semanas para ver se ganho inquilinos.

terça-feira, 15 de março de 2011

Cenoura branca e papricas da Hungria

Quando a minha colega Barbara veio para Portugal trabalhar, fez-me uma pergunta que eu não soube responder, onde podia comprar cenoura branca para fazer sopa.
Na altura ri e perguntei se não era engano o que queria, podia estar a confundir o legume, porque em Portugal nunca tinha visto cenouras sem serem cor-de-laranja.
Respondeu que essa cenoura tinha um sabor mais amargo que a laranja (holandesa) e era uma mistura de nabo, cenoura e frutos secos.
- Vou-te trazer da Hungria sementes para a tua quinta, e assim já posso fazer a minha sopa!


Dito e feito, recebi hoje a prenda especial, cenouras e papricas (pimentões), os originais da Hungria.
Obrigado Barbi!!!

segunda-feira, 14 de março de 2011

Tomate e Feijão fast-food

Vou deixar aqui a minha receita de fast-food preferida para 2 pessoas:

1 lata de Backed Beans Heinz aquecida
4 ovos mexidos
4 fatias de bacon grelhadas

Acompanhar com salada e pão torrado no prato.

Referencio esta marca de feijões em lata simplesmente porque todo o tomate utilizado pela Heinz, em produtos comercializados no sul da Europa, é tomate produzido em Portugal.
Exportamos através da Sugal para Inglaterra e Japão altíssima qualidade em concentrados de tomate, razão pela qual nos escolheram para produzir e fornecer esta matéria prima deliciosa.

Ilustração de Georgina Luck

Esta luta dá-me um gozo!!

Quando a cabeça não tem juízo
E tu não sabes mais do que é preciso
O corpo é que paga
O corpo é que paga

Deixa´ó pagar deixa´ó pagar

Se tu estás a gostar

Deixa´ó sofrer deixa´ó sofrer
Se isso te dá prazer

Deixa´ó cantar deixa´ó cantar

Se tu estás a gostar...

Deixa´ó beijar deixa´ó beijar
Se tu estás a gostar

Deixa´ó gritar deixa´ó gritar

Se tu estás a libertar
.
(António Variações - O Corpo é que paga)



sexta-feira, 11 de março de 2011

A horta na cama

Depois de ler algumas revistas inglesas da especialidade e ver o blog da Maria José (Horta da Patela), inspirei-me o meu próximo projecto de bricolage, camas subidas para hortas. Tudo o que seja para facilitar a vida e nos deixe mais tempo livre para podermos fazer ainda mais coisas que gostamos é de partilhar e publicitar.
Estas camas têm várias vantagens para a organização e produtividade, podem ser construídas em pedra ou madeira sem ser necessário perceber muito de ferramentas e trabalhos manuais.

Ficam aqui apenas algumas vantagens destas camas subidas:

- São pequenos talhões que podemos controlar com mais facilidade a composição e enriquecimento do solo, especialmente quando apenas temos solos fracos no nosso terreno.
-As camas como são estruturas subidas aquecem o solo mais rapidamente na Primavera o que nos deixa acelerar os cultivos.
- Elimina a compactação de solos pois cria zonas de circulação e evita que se esteja sempre a cavar e a "arejar" a zona de cultivo.
- Melhor drenagem
-Facilidade de criar estufas com a ajuda das paredes laterais das camas.
-Baratas, pois podem utilizar madeiras recicladas sem tratamentos.

"Photo courtesy of the pioneerwoman.com"

Para quem lê inglês vejam este bom post sobre o assunto e as fotos de um excelente exemplo.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Um sábado de limpezas

Já não pegava na roçadora à algum tempo, desta vez estive a limpar mato junto da casa, numa área onde temos muitas Austrálias. Estas árvores são consideradas invasoras em Portugal e lentamente vou as combater e eliminá-las das Mogas. Na luta de sábado tive uma baixa, a meio da manhã fiquei sem máquina... Pifou!
"Estou, Luísa? Emprestas-me a tua máquina?"
É a sorte de ter bons vizinhos.

segunda-feira, 7 de março de 2011

O nosso salgueiro

Agora que a flor está ao rubro para a família Salicaceae, do género Salix, é mais fácil identificar estas árvores. Mesmo assim não consigo dizer a espécie. Esta não tem um grande porte, fica perto da casa e dá um espectáculo mesmo bonito com as suas flores.

sábado, 5 de março de 2011

Saber ler um ovo

Acho que é muito importante sabermos de onde vêm os nossos alimentos, sou daqueles que quando vou ou supermercado gosto de perder o meu tempo a ler rótulos e a esmiuçar as composições das coisas. Quem não tem paciência para o meu estilo de shopping é a Antónia, diz que sou pior que as senhoras a escolher sapatos. :)
Pouca gente sabe ler um ovo e os códigos que nos indicam a qualidade de vida do animal que o produziu. Sejam informados e ensinem a ler, para no futuro fazermos as escolhas correctas!

Sistema de gaiolas não melhoradas ou convencionais (Código 3)


Infelizmente, os mais comuns, mais baratos e os menos saudáveis, corresponde a galinhas criadas em gaiolas como na imagem. Este tipo de ovos é produzido por galinhas que passam toda a sua vida adulta numa gaiola. As dimensões das gaiolas estão definidas pela norma, correspondendo a 550 cm2 por animal (imagina uma galinha numa folha de papel). As condições de iluminação são modificadas para criar nas galinhas a ilusão de que há mais horas de Sol e, portanto, fazer com que tenham uma maior produtividade. A dimensão dos pavilhões é muito variável, em Portugal existem pavilhões que alojam entre 2.000 e 90.000 galinhas por níveis.

Produção no solo (Código 2)

Este número indica que as galinhas são criadas no solo. Portanto, os animais não estão encerrados em gaiolas, mas todos juntos num extenso galinheiro. A densidade de galinhas é de aproximadamente 10 animais por metro quadrado (imagina 10 galinhas no capô de um carro pequeno) e sem possibilidade de sair para o exterior. Neste código e no código 3 o bico das galinhas é cortado, uma vez que a situação de stress (devido às suas condições de vida) fazem-nas ter comportamentos anormais, como atacar-se umas às outras, canibalismo ou auto-mutilações.

Produção ao ar livre (Código 1)

Significa que as galinhas são criadas “ao ar livre”. Têm um espaço interior, de condições similares ao código 2, onde pernoitam ou se abrigam quando o tempo apresenta condições meteorológicas adversas. Mas também têm um espaço exterior, ao ar livre, adaptado às suas necessidades (solo, bebedouros, etc), com uma densidade mínima de 4 m2 por animal, isto é, 40 vezes maior do que no código 2.


Modo Biológico (Código 0)

Corresponde à situação onde as galinhas, estando nas mesmas condições do código 1, beneficiam de uma alimentação diferente que procede maioritariamente da agricultura biológica (a ração também está regulada). A diferença de preço entre ovos de código 1 ou 0 e ovos de código 2 ou 3 não é maior de um euro para meia dúzia de ovos.

Boas omeletes!

quinta-feira, 3 de março de 2011

Ofereço árvores juvenis

Nas limpezas que tenho vindo a fazer nas áreas abandonadas, tenho assinalado alguns exemplares juvenis para transplantar e oferecer. Tenho perdido mais algum tempo nas limpezas ao tentar evitar cortar estes exemplares mais pequenos, mas vale sempre o esforço de preservar uma árvore bem desenvolvida com 5/6 anos.
Se estiverem na zona ou interessados tenho as seguintes espécies para oferecer:


- Pinheiros bravos
- Castanheiros
- Sobreiros
- Carvalhos
- Lodãos / Choupos

Tenho alguns garrafões que podem ser utilizados para o transporte e também possuo pá para desenterrar.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

INSCRIÇÕES ABERTAS: Oficina "Multiplicação de Plantas"

Dia 5 de Março (sábado) mais uma espectacular oficina do CMIA em Vila do Conde.
Multiplicação de Plantas- "Prática de Alporquia e Enxertia"
- 10h00 às 12:30 e 14h00 às 17:30
- Inscrição 10€
- Almoço: Livre
Formação com muita prática!

O orientador da formação é o Eng. José Pedro Fernandes, o mesmo que nos deu a formação básica das podas em Novembro.
Nós estamos lá, apareçam!

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

O ninho acabado


Já terminei o ninho! Usei algum pregos que sobram dos móveis do Sr. Ikea para fechar o telhado. Não sei porquê, sobram sempre peças naqueles móveis :) . Cortei com o alicate a cabeça dos pregos e bati tudo à face, para pendurar a obra vou usar um camarão (nome técnico para este parafuso com a argola). Amanhã vou para Amarante terminar o que já devia ter feito, as podas nas oliveiras. Vou por o primeiro ninho no topo de uma oliveira virado a Nascente. Fiz alguns furos na frente para colocar ramos de árvore a fazer de poleiro, acho que vai dar um ar mais natural. Não vou fazer qualquer tratamento na madeira para não afugentar os pássaros. Vou tirar as fotos para depois mostrar como ficaram instalados.